Skip to content

Campanha faz doação de coleção literária homeopática clássica – saiba mais

08/06/2017

O colega homeopata Hylton Luz, presidente da Ação pelo Semelhante (Associação/OSCIP que desde 1999 atua para que todos tenham acesso às Práticas Integrativas e Complementares na Saúde) declarou que irá doar o restante do acervo da coleção de revistas Selecta Homeopatica e Cadernos de Matéria Médica da extinta Editora Luz Menescal – compreendendo mais de trinta volumes contendo milhares de páginas da melhor literatura homeopática clássica – à homeopatas e instituições interessadas.

Leia abaixo a íntegra da declaração onde há detalhes para contato e procedimento da doação:

Prezado colega homeopata,

Você está diante da oportunidade de receber a doação de uma coleção de revistas Selecta Homeopática e Cadernos de Matéria Médica, compreendendo 32 volumes com mais de 5.000 páginas de textos dos autores que construíram as bases da prática Homeopática. (sumário em anexo)

Escritos pelos nomes que viveram e praticaram na “época de ouro” da homeopatia, no período de 1800 à 1900, estão traduzidos para português e abordam questões da prática e do emprego de medicamentos. São artigos originais publicados em revistas e trabalhos de congressos.

Este rico material foi doado à Ação Pelo Semelhante pela Editora Luz Menescal para gerar recursos e colaborar na promoção de suas atividades, a defesa do direito de acesso público à homeopatia.

Neste momento, em razão do fim do contrato de cessão do espaço utilizado na guarda do estoque de livros e revistas, a Ação Pelo Semelhante está promovendo esta campanha de doação da coleção de revistas.

Todos os interessados no estudo da homeopatia, estudantes, docentes, profissionais e bibliotecas institucionais podem ser beneficiados.  

Para receber a doação o interessado deve remeter mensagem à hyltonluz@uol.com.br informando:

1-      endereço com CEP do local para onde será remetida a coleção de revistas

2-      local ou instituição onde atua

3-      instituição onde fez sua formação.

4-      Declaração de compromisso em custear o envio da coleção.

A taxa de R$90,00 cobrada aos beneficiários visa cobrir os custos de material e os serviços envolvidos em montar os pacotes de coleções, embalar e remeter por correio.

O pagamento será feito por depósito bancário Santander Ag.3453 Cc: 01000060-8 Hylton Sarcinelli Luz CPF 402399697-15

Esta campanha irá durar enquanto houver estoque e tem o prazo de 20/07/2017 para receber os pedidos, que serão atendidos por ordem de chegada.

Instituição e empresas interessadas em dispor de exemplares avulsos, para utilizar como brinde em seus eventos, devem declarar interesse em ser cadastrada a receber os lotes que restarão ao fim do processo de doação.

Atenciosamente

     Hylton Sarcinelli Luz – Homeopatia Direito de Todos –   Democracia na Saúde JÁ 

Anúncios

Nobel de Medicina dá suporte à ação das ultradiluições homeopáticas

21/04/2017

Matéria publicada em 2011 e revisada em 2013 no blog do médico homeopata inglês Dana Ullman dá destaque à entrevista de Luc Montagner – o famoso virologista francês Prêmio Nobel de Medicina em 2008 pela descoberta do vírus da AIDS – à prestigiosa revista Science em 2010 (1) onde declara, de forma surpreendente para alguns, a validade do fenômeno das ultradiluições (UHDs):

Não posso dizer que a Homeopatia está certa em tudo. O que posso dizer agora é que as ultradiluições usadas em Homeopatia então corretas. UHDs de algo não são nada. São estruturas hídricas que mimetizam as moléculas originais.

Trabalhando atualmente em um instituto que leva seu nome na Universidade Jiaotong em Shangai, considerada a MIT da China, Luc Montaigner dedica-se ao novo campo de pesquisa na fronteira da física, biologia e medicina – a do fenômeno das ondas eletromagnéticas produzidas na água pelo DNA ultradiluido de diversos patógenos, publicada inicialmente em 2009 (2) – que ele crê possa contribuir no futuro para o tratamento de variadas doenças crônicas tais como o autismo, a doença de Parkinson, o mal de Alzheimer e a esclerose múltipla:

Descobrimos que o DNA produz mudanças estruturais na água, que persistem em diluições muito altas, e que levam à sinais eletromagnéticos ressonantes que podemos medir. Nem todo DNA produz sinais detectáveis pelo nosso dispositivo, porém os sinais mais intensos provém de DNA bacteriano e viral.

Na mesma entrevista o pesquisador se mostra preocupado com a atmosfera acadêmica preconceituosa a respeito de propostas não-convencionais como a Homeopatia, mas refuta claramente a acusação do assunto tratar-se de pseudociência:

Soube de gente que reproduziu os resultados de [Jacques] Benveniste, mas tem receio de publicar e sofrer terrorismo intelectual por parte de quem não entende o assunto. [As ultradiluições] não são pseudociência. Não são charlatanismo. São um fenômeno real que merece mais estudo.

O artigo de Dana Ullman ainda dá destaques importantes a outras pesquisas sobre o tema – como o trabalho do Instituto de Tecnologia da Índia confirmando a presença de nanopartículas em UHDs (30C e 200C) de zinco, estanho, cobre e ouro através de espectroscopia ICP-AES e microscopia TEM (3) – e pode ser lido na íntegra em português na ótima tradução da amiga e farmacêutica homeopata Amarilys de Toledo Cesar.

Complementando, segue abaixo o documentário “Water Memory – Documentary of 2014 about Nobel Prize laureate Luc Montagnier”, sobre o tema:

*****

(1) Enserink M, Newsmaker Interview: Luc Montagnier, French Nobelist Escapes “Intellectual Terror” to Pursue Radical Ideas in China. Science 24 December 2010: Vol. 330 no. 6012 p. 1732. DOI: 10.1126/science.330.6012.1732

(2) Luc Montagnier, Jamal Aissa, Stéphane Ferris, Jean-Luc Montagnier, Claude Lavallee, Electromagnetic Signals Are Produced by Aqueous Nanostructures Derived from Bacterial DNA Sequences. Interdiscip Sci Comput Life Sci (2009) 1: 81-90. http://www.springerlink.com/content/0557v31188m3766x/fulltext.pdf

(3) Chikramane PS, Suresh AK, Bellare JR, and Govind S. Extreme homeopathic dilutions retain starting materials: A nanoparticulate perspective. Homeopathy. Volume 99, Issue 4, October 2010, 231-242.

 

Vídeo detalha o mais atualizado suporte científico à validade da Homeopatia

08/12/2016

homeopatia

O Dr. Saurav Arora, médico homeopata indiano e editor-chefe do International Journal of High Dilution Research (IJHDR) – a maior biblioteca indexada de pesquisa científica sobre as ultra-altas diluições homeopáticas (UHDs) – acaba de publicar um excelente vídeo através da IPRH (Iniciativa Para Promoção da Pesquisa Homeopática) detalhando as pesquisas fundamentais que dão suporte à ação biológica das UHDs, entendida modernamente de forma resumida como uma terapêutica nanotecnológica derivada da hiper-estruturação da solução homeopática através da técnica de ultra-diluição:

A medicina homeopática é o segundo maior sistema terapêutico praticado no mundo e ganhou popularidade universal por sua cientificidade, efetividade e fácil adoção.

Mas ao mesmo tempo tornou-se um dos sistemas mais controversos devido a vários de seus aspectos tais quais a diluição, potencialização, etc., razão pela qual tem sido constantemente questionada por provas científicas e alvo de alegações contra suas evidências e modus operandi.

O documentário ‘A Ciência Por Trás da Homeopatia – Como a Homeopatia Funciona‘ é uma tentativa de resposta científica às várias questões suscitadas pelos processos de diluição, dinamização, modo de ação, transferência de informação biológica, propriedades físico-químicas, etc.

É o trabalho mais atualizado e exclusivamente baseado em publicações científicas revisadas por pares dedicadas à pesquisa fundamental em altas diluições e homeopatia.

O vídeo possui texto e áudio em inglês e pode ser visto a seguir:

Entrevista com Peter Fisher – um dos maiores nomes da pesquisa científica em Homeopatia

04/10/2016

A entrevista de 2011 conduzida pelo naturopata Christopher Johnson e postada no blog World of Homeopathy com o médico homeopata britânico Peter Fisher – editor-chefe da revista científica Homeopathy,  diretor do Royal London Hospital for Integrated Medicine e médico homeopata da rainha Elizabeth IItraz relevantes considerações sobre Homeopatia, pesquisa científica e saúde pública – seguindo abaixo na íntegra, por nós traduzida [Obs: os realces em verde são nossos].

*****

Peter Fisher

Peter Fisher

Se houvesse algo como a realeza homeopática, Peter Fisher certamente faria parte dela. Não só porque é médico de Sua Majestade Rainha Elizabeth II, bem como Diretor Clínico e de Pesquisa do Royal London Hospital for Integrated Medicine [Hospital Real de Londres para Medicina Integrativa] – o maior provedor de serviço público de medicina holística da Europa, anteriormente chamado de Royal London Homoeopathic Hospital [Hospital Homeopático Real de Londres].

De ao menos igual importância é o fato de que nos últimos 25 anos serviu como editor-chefe da revista médica científica Homeopathy, a única da especialidade indexada na biblioteca MEDLINE, o banco de dados de pesquisa médica da US National Library of Medicine at the National Institutes of Health [Biblioteca Nacional de Medicina do Instituto Nacional de Saúde dos EUA], considerada o padrão ouro das publicações de pesquisas médicas. No papel de editor da revista e autor de numerosos artigos publicados, Peter Fisher traz para a Homeopatia aquilo de que ela tanto merece – consideração e avaliação sérias, refinadas pelos mais rigorosos métodos científicos.

Treinado na elitista Cambridge University [Universidade de Cambridge],  é qualificado nas especialidades de reumatologia e homeopatia e é integrante do Royal College of Physicians [Colégio Real de Médicos], a mais antiga sociedade médica do mundo, cuja filiação é uma honra outorgada pelos pares do colégio. Ele é também membro da Faculty of Homeopathy [Faculdade de Homeopatia], estabelecida em 1844 e incorporada por um ato do Parlamento em 1950, a qual regula o treinamento e a prática da Homeopatia no Reino Unido. Peter Fisher é membro do World Health Organization’s Expert Advisory Panel on Traditional and Complementary Medicine [Painel de Aconselhamento de Especialistas para Medicinas Tradicionais e Complementares da Organização Mundial da Saúde], tendo comandado o grupo de trabalho de Homeopatia da OMS.

*****

Como foi inicialmente despertado seu interesse pela Homeopatia?

Fui para a China em 1972, no intervalo entre minha graduação e a pós-graduação em Medicina, poucos meses depois da visita de [Richard] Nixon. A China havia estado completamente fechada para estrangeiros durante a Revolução Cultural. Me lembro vividamente de uma paciente na mesa de cirurgia, o abdômen inteiramente aberto, seu estômago parcialmente ressecado, consciente e com três agulhas em sua orelha esquerda para fins de anestesia. E pensei, “Bem, com certeza não ensinam esse tipo de coisa em Cambridge”. Mas estava certamente acontecendo na minha frente. Então essa foi a primeira vez que fiquei interessado em formas não-ortodoxas de medicina.

Então, estudei chinês por um tempo e pensei seriamente em me aprofundar na Medicina Tradicional Chinesa, mas era um salto cultural enorme. Nessa época fiquei doente e consultei diversos médicos destacados que me confirmaram um diagnóstico preciso e disseram que nada poderia ser feito. Um amigo americano sugeriu a Homeopatia e a primeira coisa que tive após tomar o medicamento foi uma terrível agravação. Percebi que pelo menos havia tido algum efeito, em seguida melhorei e esse foi o pontapé inicial.

Como foi que se envolveu com a Reumatologia?

Bem, foi meio por acaso. Encontrei uma vaga de pesquisa no departamento da especialidade no Bartholomew’s Hospital of London [Hospital Bartholomew de Londres] junto a um professor de Reumatologia e Farmacologia que tinha a cabeça aberta. E conduzimos um dos primeiros trabalhos de qualidade em Homeopatia publicado em uma revista médica de primeira linha, a BMJBritish Medical Journal [Revista Britânica de Medicina], em 1989 [1].

E como foi seu envolvimento em pesquisa?

Era algo claramente necessário a ser feito na Homeopatia. Sentia que havia uma necessidade premente disso. Então fui fazer. De fato é muito difícil porque tínhamos um hospital e tínhamos pessoal médico, mas não havia meio de treiná-los – esse era o problema na época. E você podia ser indicado para trabalhar [com pesquisa] se pudesse ser treinado, mas não havia treinamento na área homeopática – era uma espécie de sinuca. E uma maneira de contornar essa questão era tornando-se um pesquisador bolsista, então foi como fiz.

Como vê o papel da revista [Homeopathy] e a direção para a qual deseja que vá?

Capa de Homeopathy vol 105 #3 ago/2016

Capa de Homeopathy vol 105 #3 ago/2016

O Momento histórico foi quando conseguimos a indexação na MEDLINE que ocorreu em 1998, creio, quando Wayne Jonas era o chefe do Office of Alternative Medicine [Departamento de Medicina Alternativa] no NIH – National Institute of Health [Instituto Nacional da Saúde], atualmente National Center for Complementary and Alternative Medicine [Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa].  Ele foi fundamental no processo. Isso foi muito importante, pois significava que não estávamos mais na assim chamada literatura “cinza”. Só a literatura “preto no branco” era referenciada pela MEDLINE.

A Homeopatia precisa de uma revista especializada. Existem inúmeras revistas genéricas de medicina complementar, mas acredito na necessidade de uma revista especializada em Homeopatia. Publicamos [ao longo do tempo]  alguns exemplares significativos. Por exemplo dedicamos um volume à ciência básica há três ou quatro anos atrás. E fizemos outro dois anos atrás dedicado aos modelos biológicos, o qual acabou se desdobrando em dois números pelo volume do material. E aquilo foi importante – deixar claro que realmente há evidência [científica]. Vamos publicar um número dedicado à pesquisa clínica, estamos planejando uma mega-série de revisões sistemáticas e meta-análises.

Qual sua opinião sobre estudos controlados randomizados versus estudos observacionais mais pragmáticos? Wayne Jones disse na Joint American Homeopathic Conference [Conferência Homeopática Americana] em Alexandria (Virginia, EUA) em 2011, que estava na hora de focar no mundo real, em ensaios baseados em evidências, em oposição aos estudos controlados por placebo. 

Ele vem dizendo isso há bastante tempo, e penso que ele tenha razão por diversos motivos. Uma coisa a ser lembrada sobre pesquisa é que ela é apenas um método de responder perguntas. As pessoas tornaram-na um fetiche, um fim em si mesmo, o que não deveria ser. Então a questão deveria ser: “Qual é sua pergunta?”. Se sua pergunta for: “Podem as diluições homeopáticas terem qualquer ação?” então o estudo controlado randomizado é uma maneira dispendiosa e difícil de responder. Fiz vários deles e tem muita coisa que pode dar errado. O mesmo se dá se a sua pergunta for: “Esse negócio é placebo ou não?”. Há também nesse caso um forte argumento de que estudos randomizados são uma maneira muito cara de responder e você se sairia melhor com um modelo biológico [isto é, estudo de laboratório in vitro].

Por outro lado, se sua pergunta é: “Pode a Homeopatia ser uma terapia útil, custo-efetiva, capaz de efetivamente atender uma demanda nos serviços de  saúde?”, então você precisa de algum estudo clínico observacional ou controlado que pode ser randomizado ou de coorte. A diferença sendo que “observacional” significa que você observa os pacientes e o que acontece, sendo completamente não-controlado. Estudo de coorte significa que você compara, mas não randomiza.

Claudia Witt, na Alemanha, fez alguns excelentes estudos de coorte mostrando que pacientes que utilizaram homeopatia respondem tão bem, e em muitos casos melhor, comparados a coortes de medicina convencional – ainda que, é claro, os coortes nunca sejam totalmente comparáveis, e este é o problema. Você pode usar métodos estatísticos inteligentes e torná-los comparáveis, mas eles nunca realmente são. Uma das coisas que me chama atenção é que você consistentemente descobre que os coortes que optam pela a homeopatia tem níveis educacionais mais altos, e isso com certeza diz algo. Os estudos de coorte são consistentemente positivos, mas é claro que algo como o nível educacional interfere na interpretação.

Então ensaios controlados são trabalhosos e caros, mas é uma das coisas que a comunidade [homeopática]  deve fazer para o bem de nosso desenvolvimento?

Sim é claro, eles tem um papel importante. Mas precisamos refletir com muito cuidado. Se você é o líder de um grupo de pesquisa e tem algum dinheiro para investir – então você precisa ser bem focado e considerar: “O que iremos fazer, e porquê?”. Estamos fazendo essas meta-análises de ensaios homeopáticos, são por volta de 240 estudos, e é um grande desafio fazer da forma certa. Estamos dividindo-os entre os estudos do tipo individualizados (assim chamados “clássicos”) e os não-individualizados, e estes últimos entre os assim chamados “clínicos”e os “complexos”. Ainda estamos concentrados no potencial da Homeopatia nas doenças pandêmicas/epidêmicas.

Tem um ótimo estudo [2] feito por Gustavo Bracho em Cuba, muito interessante, encontrei-o pela primeira vez há pouco tempo, um sujeito muito marcante e interessante. Então essa é uma área para a qual damos atenção. Mas há a necessidade da repetição de estudos e de concentrar-se nas áreas mais promissoras, e não simplesmente sair e fazer a primeira coisa que vem na cabeça.

Quais são as áreas mais promissoras – influenza, talvez?

Sim, influenza, dengue. Há um estudo por Jennifer Jacobs que resultou negativo [3], mas há muitas pessoas que pensam em trabalhar com dengue. O interessante é que há países tão diversos como o Brasil e a Malásia onde se encontram grupos de homeopatas interessados em trabalhar com dengue, e tentamos colocá-los em contato.

Qual sua opinião sobre o trabalho de Lex Rutten sobre o Repertório? (Rutten lidera um grupo de 10 homeopatas holandeses que trabalham para avaliar as rubricas do Repertório no tocante à sua acurácia e confiabilidade, baseados na análise de inferência Bayesiana. Eles publicaram seu primeiro artigo abordando 6 rubricas em 2009.) [4]

Muito interessante. Ele está definitivamente correto, mas o problema é que é necessário um volume imenso de dados para validar o repertório. Chega a ser alarmante o fato de que o Repertório só aumenta, porém simultaneamente se torna cada vez menos confiável.

Eu sempre comento com meus alunos, com uma cópia do Repertório Synthesis na mão: “O problema com este livro é que metade dele está errado, mas e questão é: qual metade?”. Na verdade eu entendo que 80% dele está errado e a questão de quais 80% permanece, mas não digo isso para não desencorajá-los demasiado.

Lex Rutten me disse que seriam necessários 15 anos trabalhando com 20 grupos como o dele para avaliar as 600 principais rubricas representativas dos sintomas mais importantes (keynotes).

Verdade, é um trabalho vastíssimo, mas sua metodologia é muito boa, ele está correto.

Como você acabou se tornando o homeopata de Sua Majestade?

De um jeito bem desinteressante. Alguém chega para você e pergunta: “Se você for convidado, você não recusaria, certo?”. Eles não arriscam a possibilidade de você dizer um “não”. Então eles te checam, e depois disso você não tem mais nenhuma notícia. Então um ano depois você recebe uma carta-convite. Acho que é apenas o caso de você estar no lugar certo, no momento certo.

Desde quando a família real tem médicos homeopatas pessoais?

Royal London Hospital for Integrated Medicine

Royal London Hospital for Integrated Medicine

Desde muito tempo, desde a década de 1840. O fundador do nosso Hospital, Dr. Frederick Quinn, foi o médico homeopata do Príncipe Leopold da Bélgica, pai do marido da Rainha Vitória, do Príncipe Albert e de todos os monarcas por um longo período. George VI também, aquele do filme ‘O Discurso do Rei‘, tratou-se com homeopatia para sua dificuldade de fala – Ambra grisea foi o medicamento que ele tomou. E o Príncipe Charles também faz uso. Ainda não sabemos da Princesa Kate, vamos ver.

Você acha que em algum momento a comunidade científica vai acolher ou mesmo aceitar a Homeopatia?

Bem, acho que isso está em nossas mãos. Existe um grande preconceito – preconceito e perseguição que parecem ter-se iniciado no Reino Unido por diversas razões psico-sócio-geopolíticas. E uma interpretação da atual situação é de que ela faz parte dos primeiros estágios da revolução científica, quando há uma reação à sua proposta. A Homeopatia é perseguida porque trata-se de um novo paradigma que ameaça a ordem estabelecida, uma revolução científica do sentido de Thomas Kuhn. Essa é uma interpretação.

Por outro lado sou sempre cauteloso sobre isso porque já tivemos largadas em falso antes. Se você lê os escritos dos homeopatas da década de 1890, eles falam de forma desdenhosa da “velha escola” de medicina, e de como a “nova escola” (Homeopatia) está a ponto de varrê-la do mapa; mas isso nunca de fato ocorreu.

Então sim, acredito que eventualmente algo, talvez derivado da Homeopatia, usando as técnicas-chave da Homeopatia, seja aceito. Preciso mencionar que que a própria comunidade homeopática é, de diversas maneiras, sua pior inimiga, particularmente no Reino Unido. Tem gente que faz afirmações estúpidas e que francamente são pessoas que não estão qualificadas, mas dizem coisas que não deviam dizer como por exemplo sobre a prevenção da malária. Isso é potencialmente muito perigoso e só nos traz má fama.

Iris Bell disse que a Homeopatia será aceita pela comunidade médica, mas talvez com um nome diferente?

Sim, como eu disse antes, algo que derive da Homeopatia. Talvez o nome deva mudar. A Homeopatia foi confinada num gueto. Mas uma das coisa que podemos fazer – você não pode fazer nada diretamente com os céticos – é arrumar nossa própria casa, não afirmar coisas que não possamos comprovar, tentar sermos científicos, e antes de inchar o Repertório com qualquer coisa que nos agrade devemos pensar com mais cuidado do que acrescentamos nele – sermos um pouco mais sérios a respeito.

Porque indubitavelmente a Homeopatia funciona. É uma terapêutica que sobreviveu, que funciona, e que faz afirmações extraordinárias – das quais devemos ter certeza.

 

Referências

  1. Fisher, et al. Effect of homoeopathic treatment on fibrositis (primary fibromyalgia).BMJ Aug 5;299(6695):365-6.
  2. Bracho G, et al. Large scale application of highly-diluted bacteria for Leptospirosis epidemic control. Homeopathy 2010 Jul;99(3): 156-66.
  3. Jacobs, et al. The use of homeopathic combination remedy for dengue fever symptoms–A pilot RCT in Honduras. Homeopathy. 2007 Jan;96(1):22-6.
  4. Rutten AL, Stolper CF, Lugten RF, Barthels LW. Statistical analysis of six repertory rubrics after prospective assessment applying Bayes’ theorem. Homeopathy 2009 Jan;98(1):26-34.

Abaixo-assinado gaúcho busca avançar implementação da Homeopatia no SUS

14/07/2016

UCPel logoA despeito da promulgação pelo Ministério da Saúde há exatos dez anos, o Plano Nacional de Praticas Integrativas e Complementares (PNPIC) – cujo objetivo foi o de disponibilizar Homeopatia, Acupuntura,  Fitoterapia e demais praticas complementares no Sistema Único de Saúdepouco tem avançado em seu objetivo de universalização do acesso da população às referidas terapêuticas no âmbito na saúde publica – seja por ignorância, resistência ou pela crônica falta de recursos e dificuldades de gestão do setor.

No intuito de modificar esse cenário o nosso colega Roni Quevedo, médico e coordenador do projeto UCPel  Mais Saúdávelnos informa que a Universidade Católica de Pelotas tem promovido um abaixo-assinado no intuito de fazer avançar a questão, solicitando aos órgãos responsáveis sua plena implementação – o qual já conta com 6 mil de 12 mil assinaturas pretendidas, conforme postagem original:

[As Práticas Integrativas e Complementares] podem melhorar a qualidade de vida das pessoas. Devemos considerar os inegáveis objetivos de promoção, prevenção, recuperação, reabilitação e manutenção da saúde da comunidade, além do comprometimento psicossocial e econômico desta proposta em pauta.

Roni Quevedo (dir) recebe da ONG Ação Pelo Semelhante doação de publicações homeopáticas

Em nota paralela a Ucepel recebeu a doação de grande acervo de publicações de Homeopatia, feita pela Organização Não Governamental Sociedade Ação pelo Semelhante – segundo o médico Hylton Sarcinelli Luz, presidente da ONG:

 A doação foi feita para tornar mais acessíveis informações da temática e ampliar o olhar de estudantes da área da saúde sobre a diversidade de métodos de cuidados e tipos de tratamentos.

Estudo que nega eficácia da Homeopatia está longe de ser conclusivo conforme alega

27/02/2016

Clique na imagem para acessar o estudo do NHMRC (imagem: IPRH)

Clique na imagem para acessar o estudo do NHMRC (imagem: IPRH)

Matéria em revista de divulgação científica brasileira (“Agora é oficial: a Homeopatia não funciona”) apressou-se em repercutir de forma acrítica e de maneira indevidamente definitiva um estudo por parte do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC) australiano que nega a eficácia da Homeopatia em diversas doenças, com base em revisão de estudos clínicos selecionados.

Ocorre que, revisando as conclusões do Comitê e os critérios de inclusão e exclusão dos trabalhos, surgem problemas como os que seguem:

– trabalhos clínicos que apresentaram resultados em favor da Homeopatia foram rejeitados (126), devido a critérios inusitadamente restritivos;

– foram aprioristicamente excluídos quaisquer trabalhos de pesquisa básica, in vitro e em plantas ou animais e outros (334) – exatamente aqueles que tendem a mostrar mais resultados positivos devido ao desenho mais claro e objetivo e ao melhor controle de variáveis – sob o argumento de que só pesquisas clínicas seriam contempladas, diminuindo assim enormemente a possibilidade da conclusão negativa ser contestada;

– dos trabalhos considerados aptos a serem incluídos (176), a maioria desconsidera a questão da especificidade do tratamento homeopático (individualização) – em geral utilizando nosódios ou medicamentos escolhidos exclusivamente de acordo com a patologia – o que qualquer pesquisador minimamente versado no modelo científico homeopático sabe que resultará em maior negatividade dos resultados;

– as conclusões negativas de eficácia com relação a determinados tipos de patologia foram generalizados apenas a partir desse conjunto restrito de resultados e daí tomados como universalmente válidos e absolutos, o que contraria a boa prática científica.

Pela maneira estrita e direcionada como o estudo foi conduzido não se pode deixar de suspeitar que foram eliminadas quaisquer possibilidades de inclusão de evidências favoráveis à Homeopatia – de forma a não afetar a conclusão final e não deixar nenhuma dúvida quanto à infalibilidade da mesma – não esquecendo que pode estar em jogo uma possível influência nas diretrizes para a saúde pública do país citado, bem como em suas respectiva política orçamentária.

Áreas de aplicação das UHDs - clique na imagem para acessar o IPRH (Initiative to Promote Research in Homeopathy)

Áreas de aplicação das UHDs – clique na imagem para acessar o IPRH (Initiative to Promote Research in Homeopathy)

Na verdade o fenômeno da ultra-diluição (UHD – ultra-high dilutions) continua sendo a grande questão a dividir opiniões, ainda que trabalhos recentes tenham apontados evidências no sentido de sua nanoestruturação como princípio físico-químico e uma ação biológica intracelular como mecanismo de ação – céticos simplesmente se recusam sequer a admitir essas hipóteses. Não obstante, não se deve negar que:

“A pesquisa em Homeopatia tem sido um desafio para todos, seja pesquisador ou leigo. Alguns dos motivos incluem a complexa natureza das ultra-diluições, a falta de orientação correta para pesquisa, a filosofia homeopática e a literatura de pesquisa inadequada, a falta de fundos, a falta de motivação e o ceticismo.

É também verdade que podemos sobrepujar a maior parte dos problemas compartilhando nosso conhecimento, nossa experiência e nossos recursos – [este é] o ponto de partida para transformar uma idéia [pesquisa em Homeopatia] em realidade (Saurav Arora).”

HRD-Dec-2015

Clique na imagem para acessar o Banco de Dados de Pesquisa Homeopática [Homeopathic Research Database] (imagem: IPRH)

Detalhe da capa de Homeopathy Journal vol 105 #1- clique na imagem para acessar

Detalhe da capa de Homeopathy Journal vol 105 #1- clique na imagem para acessar

Enquanto  isso o fenômeno da ultra-diluição (UHD) continuará de se manifestar e a exigir que avancemos em direção ao seu conhecimento pleno, a despeito dos descrentes em sua existência.

Homeopatia britânica sob ataque – ajude assinando a petição

04/12/2015

Save NHS Homeopathy

Soube através do amigo e colega homeopata Dr. José Romão da existência de um abaixo assinado em prol da Homeopatia britânica, que vem sofrendo ataques por grupo de céticos no sentido de sua retirada do respectivo sistema de Saúde Pública – na contramão das recomendações de países da mesma região. Além de contribuir com minha assinatura na defesa da manutenção da Homeopatia no sistema de saúde britânico solicito aos leitores do blog simpáticos à causa que contribuam assinando a petição, divulgando-a na medida do possível:

Save NHS Homeopathy!

Assine a petição

Segue abaixo a íntegra do texto da petição, traduzido:

Os serviços homeopáticos providos pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS) estão sob ataque por um grupo espúrio de céticos auto-intitulado “A Sociedade do Bom Pensamento”. O grupo foi iniciando com financiamento de Simon Singh [jornalista e produtor de TV britânico], que já vem atacando medicinas alternativas há anos.

O grupo quer retirar a Homeopatia de todo o sistema de  saúde britânico,  ameaçando com ações legais o Grupo Clínico Comissionado de Liverpool (CCG) por financiar o Serviço Médico Homeopático de Liverpool e planejando fazer o mesmo com o Hospital Homeopático de Bristol, o Hospital Homeopático de Boston e outros serviços vinculados à NHS na Grã-Bretanha.

Não devemos deixar a pressão desse grupo intimidar as autoridades da Saúde Pública no sentido de retirar o financiamento para a Homeopatia. Faça sua voz ser ouvida! Deixe que os legisladores ouçam a voz da maioria, não da minoria!

 

Acervo literário homeopático à venda em prol da Ação pelo Semelhante

22/08/2015

Ação pelo SemelhanteO colega homeopata Hylton Luz, presidente da Ação pelo Semelhante – Associação/OSCIP que desde 1999 atua para que todos tenham acesso às Práticas Integrativas e Complementares na Saúde – divulgou que todo o acervo restante de literatura homeopática clássica da extinta editora Luz Menescal encontra-se à venda com grande desconto, sendo que a renda obtida será revertida em prol das atividades da campanha “Democracia na Saúde Já!:

Colegas homeopatas,
 
A Editora Luz Menescal encerrou suas atividades em 2005 e naquela oportunidade doou todo o seu estoque para a Ação Pelo Semelhante. Desde então os recursos com vendas de livros são direcionados às atividades de promoção da campanha “Democracia na Saúde Já!” em apoio a implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).
 
Neste momento estamos promovendo a liquidação de todo o estoque de livros e revistas com o intuito criar fundo e promover mais uma iniciativa para formar opinião, reunir os atores das PIC e consolidar apoio à implementação da PNPIC. 
 
Garantir o acesso às Práticas Integrativas no SUS representa ampliar o campo de trabalho e criar necessidades nas áreas de formação de recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento da homeopatia e demais PIC.
 
Frente a percepção do caráter decisivo da PNPIC, para o futuro dos homeopatas e do seu papel na saúde do país, iniciamos a elaboração de um projeto que visa reunir os diversos atores sociais interessados na sua implementação.
 
Nesta perspectiva gostaria de contar com cada um para que ampliem os seus acervos pessoais de publicação de homeopatia, bem como divulgar para seus alunos e colegas a oportunidade de adquirirem os livros e revistas que estão sendo ofertados com preços muito vantajosos.

O pacote com os 39 exemplares das revistas Selecta Homeopatica e Cadernos de Matéria Médica está disponível com valor de R$250,00.  Todos os títulos de livros estão ofertados com 50% de desconto. Os livros e revistas serão entregues por correio e o custo do frete incluído na fatura.

Acervo Luz Menescal Editora - tabela de precos

A lista completa do material disponível pode ser baixada neste link e os pedidos devem ser enviados ao email hyltonluz@uol.com.br .

açao pelo semelhante04

IJHDR publica compêndio de pesquisas ao completar 7 anos dedicados às UHDs

05/06/2015

Por iIJHDR logontermédio de seu atual editor-em-chefe Dr. Saurav Arora fomos informados de que o International Journal of High Dilution Research (Revista Internacional de Pesquisa em Altas Diluições) – o mais importante periódico científico dedicado à publicação e divulgação de pesquisas relacionadas ao fenômeno das UHDs (ultra-high dilutions ou ultra-altas diluições, dinamizações homeopáticas) – acaba de publicar um compêndio com todo o material publicado desde seu lançamento:

[De 2008 à 2014] o IJHDR publicou 341 artigos distribuídos em 28 números, incluindo cinco atas de encontros do GIRI [Groupe International de Recherche sur I’Infinitésimal, ou Grupo Internacional de Pesquisa sonre o Infinitesimal].

Com o aumento do volume do material publicado online surgiu a necessidade de sua preservação offline, de onde sua compilação em um compêndio de artigos publicados [no período], em um único documento.

O compêndio é gratuito, de livre acesso e pode ser acessado online ou offline a qualquer momento, podendo ser encontrado e impresso por bibliotecas e universidades e ser arquivado em seus bancos de dados.

 

IJHDR compendium

Vale ressaltar que a revista é devidamente indexada nas bibliotecas científicas LILACS/BIREME/PAHO/WHO, EBSCO, SCOPUS, Qualis/CAPES, Latindex, Google Scholar, DOAJ, NSDL/NSF, Open J-Gate, Journal Seek e Portal CAPES.

Já o compêndio pode ser acessado e baixado nos links a seguir nos formatos pdf e zip.

 

Estudo indica que ultradiluições homeopáticas absorvem mais UV por propriedades físico-quimicas distintas

23/05/2015

Homeopathic Preparations of Quartz, Sulfur and Copper Sulfate Assessed by UV-Spectroscopy

Em um artigo originalmente publicado em 2011 pela revista Evidence Based Complementary and Alternative Medicine, divulgado mais uma vez graças à colega veterinária homeopata Cidéli Coelho, pesquisadores suíços e americanos relatam que experimento duplo-cego randomizado e controlado levado à cabo em dois laboratórios diferente nos EUA indica que UHDs (da sigla para ultra-high dilutions, ou ultra-altas diluições) absorvem mais luz ultravioleta do que controle de forma estatisticamente significativa, apontando para uma alteração em sua estrutura físico-química ainda não claramente compreendida:

É comum o argumento de que as diluições homeopáticas são ou inespecíficas ou placebo, já que as teorias e modelos científicos comuns não dão conta dos efeitos das mesmas. Nos últimos anos diversas hipóteses de trabalho foram desenvolvidas a fim de explicar o modo de ação das preparações homeopáticas [derivadas de] diversos métodos de medição de suas propriedades tais como condutividade elétrica, resistância elétrica, constante dielétrica, termiluminescência e investigação de propriedades termodinâmicas além da RMN, com resultados variados [porém ainda não há consenso] quanto ao melhor método de investigação. A espectroscopia UV é um método ainda pouco utilizado que no entanto ofereceu resultados promissores em estudos prévios.

Copper sulfate (CuSO4) homeopathic preparations and controls

Tabela 1 – sulfato de cobre (CuSO4) e controles

Os pesquisadores utilizaram-se de  sulfato de cobre [CuSO4], quartzo [SiO2] e enxofre [S] (equivalentes a Cuprum sulfuricum, Silicea e Sulphur homeopáticos, respectivamente) em ultradiluições que variaram de 1011 e 1030 no caso do enxofre e 1022 e 1060 no caso do quartzo e sulfato de cobre (correspondentes respectivamente à 11D-30D e 22C-60C homeopáticas) para análises em espectroscopia UV, encontrando taxas de transmissão significativamente menores que o controle nas diluições de CuSO4 (o que também ocorreu nas diluições de SiO2 e S, ainda que estatisticamente não-significativo).

Fatores de interferência ou de produção de artefatos tais como temperatura ambiente, contaminação das amostras, umidade relativa do ar e outros foram cuidadosamente considerados e/ou afastados, o que levou aos pesquisadores à conclusão de que:

A evidência experimental acumulada indica que preparações homeopáticas altamente diluídas – isto é, além do número de Avogadro – exibem propriedades físico-químicas particulares e deferentes do solvente puro sucussionado. A natureza exata dessas propriedades é ainda desconhecida e nossa hipótese atual é de um incremento da dinâmica molecular nas preparações homeopáticas. Todos os resultados de alta qualidade experimental obtidos até agora por grupos de trabalho independentes envolvendo estudos de preparações homeopáticas em Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear, Ressonância Magnética Nuclear de baixo campo e Termodinâmica são compatíveis com a “hipótese da dinamização”.

quartz (SiO2) and sulfur (S) homeopathic preparations and their respective controls.

Tabela 2 – quartzo (SiO2), enxofre (S) e controles

 A “hipótese da dinamização” relatada na conclusão acima nada mais é do que a afirmação de que as UHDs são capazes de carregar e transmitir informação biologicamente ativa, isto é, capaz de provocar respostas em células, tecidos e órgãos de diferentes espécies (animal, vegetal, humana). Os autores destacam ainda que a teoria do entrelaçamento quântico poderia responder pela forma como a transmissão de UV é afetada nas UHDs, sendo que o resultado do atual trabalho aponta para uma menor estruturação do solvente nas mesmas – o que poderia indicar um caminho para modelos futuros em ultradiluições.

%d blogueiros gostam disto: